Talvez a verdadeira intimidade eu só tenha buscado com as palavras, e tenha me entupido delas no momento em que poderia estar aprendendo alguma coisa com alguém. (Faço um muro de palavras entre mim e as pessoas. Sou autoexplicativo só pra confundir.)
Talvez eu tenha nascido para uma vida desapaixonada e culta. Talvez eu nunca tenha olhado verdadeiramente o outro, e só tenha visto o texto pronto que criei pra ele. Talvez eu não conheça o que julgava conhecer. E isso me entupiu de certezas que eu não soube abandonar ao longo do caminho.
Uso palavras para não sofrer, para plagiar uma dor, pra fingir que sou leve e que está tudo bem. Uso palavras pra falar de uma chuva que talvez eu não conheça porque não me permiti ficar encharcada dela. E ela virou a metáfora de um relacionamento_ o que pode ser tristemente poético.
Talvez eu só tenha sentido saudade pra falar de outras coisas. Pra usar a palavra "saudade" mesmo, que eu adoro. Acho que estou muito cansado. Falei demais das coisas e , no entanto, não toquei verdadeiramente em nada.. Dentro da minha limitação eu interpretei o Universo para que eu coubesse nele, em mim. E alienei as pessoas dentro de conceitos. E arranjei um sentimento pra cada coisa. E pensei que assim, tudo estaria em ordem, sob controle.Eu que me julgava não julgador, me considerava livre, agora tendo que empurrar as grades dessa prisão de certezas que criei pra mim. Sem poder culpar ninguém. Usando um discurso de alguém que não quer magoar o outro pra descobrir que no fundo só me importei comigo mesmo e com os meus medos. Não deixei que o outro experimentasse o que havia de melhor ou de pior em mim. Não deixei que ele escolhesse. Mantive o muro de palavras e o meu discurso pronto pra continuar a salvo do outro lado. Eu que sempre falei de pontes...
Talvez eu seja uma farsa. Talvez eu seja virtualmente inacessível. Alguém que se entope de adjetivos pra entender as coisas e dizer que não se preocupa em entender nada. Eu que sempre falei de amor, não amei o outro em toda a dimensão da pessoa que ele é. Talvez eu tenha me preocupado mais com as vírgulas que não usei nas cartas de amor que escrevi, que com as pessoas que as receberam e que se julgaram amadas.
Talvez eu só tenha dançado pra fingir que gostava de música. Talvez eu só tenha bebido pra fazer parte de um círculo social. Talvez eu só tenha aceitado certas coisas pra poder ser chamado de amigo_ e usei levianamente a palavra amizade.Talvez eu tenha me apaixonado diversas vezes pra fazer parte do círculo de pessoas que sorriem diferente porque estão amando_ e sofri as carências que intercalam as paixões como se fossem reais. Talvez eu tenha rompido relações pra escrever cartas de despedida e mostrar como eu dominava a dor ao escrevê-las. Talvez eu só tenha experimentado as relações dentro da literatura.
Acho que estou realmente cansado. Falei demais sobre tudo e continuo no escuro. E a minha recusa em tocar nas coisas me impede de sair tateando em direção à luz. E mais uma vez eu uso palavras pra tentar me defender de algo, de mim. (Talvez eu precise parar de ler Clarice Lispector...)
Talvez eu devesse escrever uma carta em branco pra dizer que quero silenciar: que se o silêncio ainda estiver esperando por mim, eu aceito. Preciso esquecer as palavras, preciso me despedir delas para começar a experimentar a vida com honestidade. Talvez silenciando eu consiga ser mais honesto com você. Eu que precisei escrever tanto pra dizer isto: que preciso silenciar.
(Talvez eu só tenha escrito isso tudo pra conseguir chorar... E usar a palavra "talvez" pode ser o início do abandono de tantas certezas; o início do uso mais corriqueiro da frase “eu não sei".)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sobre incertezas
Eu às vezes sinto um medo profundo. De possuir as mesmas cegueiras que eu critico, sabe? Eu vejo um milhão de defeitos em tanta gente e... sou tão duro às vezes. Também sei que em outras vezes sou mais compreensivo do que deveria e... Nem sei se isso é motivo pra texto.
Sei lá... eu sinto vontade de ser bem mau às vezes. E ferir, e machucar. E dizer tudo o que eu vejo, e enxergo, e penso... Mas é devaneio, porque eu só faço isso por escrito e sem destinatário, e mesmo assim me arrependo, meio pra exorcizar sentimento ruim. Me sinto meio Adriana Calcanhoto escrevendo longas cartas pra ninguém... quebrando discos e... É tudo tão confuso aqui dentro. E às vezes eu tenho certeza que só é assim porque eu escrevo, porque é só parar de escrever e eu sou profundamente tomado por uma racionalidade que...Uma racionalidade que...
E eu vejo um milhão de defeitos em tanta gente e...
É que eu tenho tanto pra dizer e nunca consigo. Eu só escrevo no vazio...
Sei lá. Talvez como naquele episódio de seriado eu só quisesse que a vida fosse um longo ensaio, e que a gente pudesse fazer direitinho (e decidir direitinho) só depois que treinasse bastante... Mas isso é ficção e roteiro de série americana com mais de oito temporadas. Ou só mesmo o fim do texto de um escritor com insônia... e ruim.
(Eu invento meus personagens e depois me sinto traído quando descubro que eles não eram exatamente iguais aos que eu desenhei na fantasia. Talvez me sinta como Magritte, tentando entender que não é possível fumar o cachimbo do quadro. Vai saber.]
| Reações: |
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Explicito *-*
Eu estou em uma fase da minha vida em que acredito em karma. Meio aquela bobagem de "aqui se faz, aqui se paga" ou, na mesma linha, "quando você aponta um dedo pro outro, aponta pra si e de volta três outros dedos", meio como brincando de fazer revólver com a mão.
Eu não quero brincar de fazer revólver com a mão. Então aviso: Sou difícil, explosivo, não tenho paciência pra coisas que milhares de outras pessoas acham lindo e faz parte do meu ritual agir como eu bem entender. E isso vai fazer você se perder e se sentir bobo muitas e muitas vezes. Porque gosto do poder. Porque gosto de poder. Sou genioso, autoritário, intempestivo, chato. Tenho uma inteligência sufocante. E se eu quiser vou engolir você. Vou mandar você embora só pra ver você voltar depois. Vou desdenhar. Vou seduzir só pra provar que se eu quisesse eu teria. Vou abandonar você. Vou me cansar.
E não digo isso com orgulho. Tenho feito isso há 9 anos. Tenho jogado, porque gosto do jogo e porque nele eu sou bom. No meu blog sempre aparece o menino frágil, sensível, que quer amar e ser amado, mas divide o mesmo corpo com ele um homem racional e despudoradamente sexual que não sente a menor culpa.
Eu não quero e não vou jogar com o amor da minha vida. Mas, como dois e dois são quatro, são ínfimas as chances de um dia eu sequer considerar que alguém que eu mal conheça possa ser o amor da minha vida. Que fique explícito.
Eu não quero brincar de fazer revólver com a mão. Então aviso: Sou difícil, explosivo, não tenho paciência pra coisas que milhares de outras pessoas acham lindo e faz parte do meu ritual agir como eu bem entender. E isso vai fazer você se perder e se sentir bobo muitas e muitas vezes. Porque gosto do poder. Porque gosto de poder. Sou genioso, autoritário, intempestivo, chato. Tenho uma inteligência sufocante. E se eu quiser vou engolir você. Vou mandar você embora só pra ver você voltar depois. Vou desdenhar. Vou seduzir só pra provar que se eu quisesse eu teria. Vou abandonar você. Vou me cansar.
E não digo isso com orgulho. Tenho feito isso há 9 anos. Tenho jogado, porque gosto do jogo e porque nele eu sou bom. No meu blog sempre aparece o menino frágil, sensível, que quer amar e ser amado, mas divide o mesmo corpo com ele um homem racional e despudoradamente sexual que não sente a menor culpa.
Eu não quero e não vou jogar com o amor da minha vida. Mas, como dois e dois são quatro, são ínfimas as chances de um dia eu sequer considerar que alguém que eu mal conheça possa ser o amor da minha vida. Que fique explícito.
| Reações: |
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Sobre aquela plantinha que deixei morrer.
Eu amo as madrugadas. Mas é que elas me roubam de um jeito e me avassalam, que é difícil saber para onde eu vou quando acordo. E um trecho, só um trecho de livro, faz com que eu me perca por entre redemoinhos, labirintos, galáxias... para dentro. Coisa de gente maluca. E eu deixo tocar aquela canção, da faixa de sempre, do CD que eu mais ouvi nessa última semana... e é estranho. É tão estranho.
Não tem tristeza aqui. É pensamento.
E eu não aprendi a ser paciente. E quando as coisas não são exatamente da forma que eu espero que elas sejam.... eu sigo em frente.
Se isso é bom? Acho que não. Mas é que na minha vida eu aprendi que às vezes para alguma coisa florir é preciso mais que cuidado ou fé... é preciso semente.
Não se encontra nada quando se procura algo onde esse algo não existe. Ser constante na busca não é suficiente. Fora de lugar, como pode uma pessoa buscar e encontrar algo que lhe corresponda?
Não se encontra nada quando se procura algo onde esse algo não existe. Ser constante na busca não é suficiente. Fora de lugar, como pode uma pessoa buscar e encontrar algo que lhe corresponda?
Sem saber exatamente onde se está, não é possível planejar a direção para onde se quer ir. E quem não sabe aonde quer ir, nunca vai ser capaz de reconhecer quando chegar.

São círculos. E é por isso que gosto tanto da Clarice. Gosto dos livros que começam com travessões contínuos, permeados por vírgulas, finalizados por interrogações. E gosto muito do Caio... que às vezes... me lê. Até mesmo quando eu não consigo... sozinho.
"Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei..." Caio F.
*
*
E então eu respirei fundo e ordenei a meu coração que reaprendesse a se blindar. Depois ri da ousadia. Era tão estúpido. Porque depois que a gente espeta os dedos numa rosa, pode deixar de perceber a beleza e só perceber os espinhos... e massacrar sem critério toda a ternura ou sutileza de qualquer outro tipo de flor. Ou da mesma.

Acho que só queria era dizer que não desejo ser nunca uma pessoa bruta ou indócil, mas tantas vezes não escolho... Às vezes é tão mais fácil (falsamente) decidir não sentir coisa alguma. Às vezes é tão mais fácil perceber o amor como um câncer que vulnerabiliza e que deve ser eliminado da nossa vida para sempre... (E é também covarde, incrivelmente covarde, eu sei.)
Mas é que eu também aprendi que se a gente quer amor, é mesmo amor que a gente deve oferecer, não receio, titubeio, covardia.Crescer é se aceitar vulnerável... e ter coragem não é deixar de sentir medo, mas prosseguir, confiante, APESAR DE.
Às vezes acho que eu deveria seguir meus conselhos.
Acho que eu deveria. Sim.
| Reações: |
domingo, 18 de dezembro de 2011
Sobre o talves
Ouvindo Andrew Belle, ali.
Eu sei que a gente tem tanta pressa de mundo, de vida, de tudo que... parece tão injusto simplesmente continuar esperando... Então não sei o que dizer a você. O que eu aprendi com os meus erros é que "Se não há contrapartida, é preciso abdicar desse amor o mais radicalmente possível, para que o sofrimento seja menor."
A gente não deve ter é NUNCA vocação pra sofrimento, sabe? O problema da indefinição do outro é do OUTRO, não é seu (por mais que você ame). A gente nasceu para amar, mas para SER AMADO DE VOLTA. Se você alimenta sentimentos por quem não retribui, o que você faz é escolher manter a sua vida estacionada... Parece triste, porque é. E sabe? Eu realmente acredito que você mereça mais que migalhas e promessas de atenção de quem você escolheu amar, mas você também precisa acreditar ou não vai conseguir se desprender...
Isso não significa que eu esteja te aconselhando a viver qualquer historinha mais ou menos só para tentar ocupar o buraco da história que se foi... O que a minha vida também me ensinou é que, pra ficar com qualquer coisa, é muito melhor ficar sozinho. A gente aprende a se amar mais, se cuidar mais, ficar mais bonito. E amor é tudo o que eu acho que você merece, sabe?
Não é você que vai curar a insegurança de alguém . Deixa ele ir pro universo, se um dia ele voltar (e você ainda estiver por aí) vocês pagam o que tiverem pra ver.
Que 2012 seja o ano das histórias felizes, possíveis... Então nada de começar o ano deprimido porque aquele que você acha que é o amor da sua vida te deixou em "stand by" . Que o universo traga (mas para isso é preciso não aceitar receber menos) exatamente o que você deseja pra você.
| Reações: |
Para o futuro
Sério, que eu tenho que arrumar outro assunto. Já deu. Amor, amor, amor, saudade, amor, saudade, amor... eu mencionei amor??! risos... Então é sábado. As pessoas têm uma crença especial de que o sábado é um dia meio mágico em que acontece alguma coisa que seja surpreendente e envolvente, bem diferente dos outros dias. É o dia do descanso, o dia da balada, o dia em que se espera que... Ai, ai, tentei fugir mas lá vou eu quase falar de amor... risos...
É que não adianta muito, sabe? Eu ando, caminho, às vezes corro, me atropelo, me supero, mas não fujo... Estou junto comigo o tempo todo.
Eu estou junto comigo o tempo todo. E boa parte do que está aqui é constituída pela saudade daquilo que simplesmente não está.
Sério, que eu tenho que arrumar outro assunto. Mas, realidade ou idealização, eu suspirei quando encontrei....

*
*
*
Eu
sinto
sua
falta.
(O tempo todo.)
| Reações: |
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Para sempre
É que hoje eu acordei numa saudade...
Era pra ser só mais um dia comum, mas não é. Eu ainda acho que você vai entrar pela porta da casa da mamãe, fazendo graça com o cachorro. Eu ainda espero que você implique comigo e que me dê aquele abraço irritante enquanto eu te empurro pra longe. E eu sinto... tanto, tanto, tanto sua falta... E eu ainda acho que o papai vai chamar você de "caboquim" e vou escutar vocês rindo de longe. E que você vai ouvir bem alto chiclete com banana só porque eu quero estudar e você sabe que me irrita. E que vai fingir que está roncando qdo alguém chamar na porta, só porque quer continuar jogado no sofá. E que vai me contar o final do filme, mesmo quando eu disser pra você calar a boca, e que eu vou ficar bravo enquanto você e o Ítalo tiram sarro comigo.
Outro dia eu encontrei um livro que eu tinha dado pra você e que você nem tinha tinha gostado mas deixou encostado num cantinho. E uma carta sua em que vc falava sobre o valor das coisas presentes com aquela letra linda da qual eu sempre morri de inveja... e dói tanto, Fábio... dói tanto.
Eu sei que tenho que aprender a viver com saudade e não com dor, mas me dói... e hoje eu queria todas as suas irritações, todas as suas manias, toda a sua chatice, todo o seu amor....
Queria uma chance do universo pra ficar perto de você e de novo. Não é justo que você tenha sido roubado da gente tão cedo....
*
*
*
*
4 anos
Outro dia eu encontrei um livro que eu tinha dado pra você e que você nem tinha tinha gostado mas deixou encostado num cantinho. E uma carta sua em que vc falava sobre o valor das coisas presentes com aquela letra linda da qual eu sempre morri de inveja... e dói tanto, Fábio... dói tanto.
Eu sei que tenho que aprender a viver com saudade e não com dor, mas me dói... e hoje eu queria todas as suas irritações, todas as suas manias, toda a sua chatice, todo o seu amor....
Queria uma chance do universo pra ficar perto de você e de novo. Não é justo que você tenha sido roubado da gente tão cedo....
*
Pelos 29 anos que passou comigo, obrigado.
Com todo o amor do meu coração, meu amor,
| Reações: |
Fabio
Porque se você hoje ainda estivesse aqui com a gente completaria 34 anos. Eu não posso deixar de pensar no que estaria fazendo, onde estaria morando e com quem. Se teria adotado os filhos que tanto sonhou, se... e dói imaginar que teve sua vida interrompida tão cedo... E eu tento não chorar, porque eu acredito nessa coisa espiritual toda que diz que a gente precisa emanar é só luz e eu não quero prejudicar seu caminho... aí onde você está, nessa sua outra esfera...
Você pode ter ido, mas eu ainda te amo. E vou te amar pra sempre. Pra sempre. Infinita e intensamente. E essa época de Natal sempre vai ser meio triste pra gente, porque você não está mais aqui... não existe texto que possa traduzir a falta que você faz. Não existe palavra que possa traduzir a dor que a sua ausência causa.
Que o universo de alguma forma seja justo, e que você continue existindo, mesmo nessa esfera em que eu não possa vê-lo, e duvido... Porque eu tento acreditar em Deus, em cosmos, paraíso, pra que tudo possa ter sentido, sabe? Eu preciso... (E o sentido ainda me falta...) Porque eu te amo. Eu amo. Amo! E vou te amar pra sempre. Para sempre. Infinita e intensamente. Até o fim.
*
Você pode ter ido, mas eu ainda te amo. E vou te amar pra sempre. Pra sempre. Infinita e intensamente. E essa época de Natal sempre vai ser meio triste pra gente, porque você não está mais aqui... não existe texto que possa traduzir a falta que você faz. Não existe palavra que possa traduzir a dor que a sua ausência causa.
Que o universo de alguma forma seja justo, e que você continue existindo, mesmo nessa esfera em que eu não possa vê-lo, e duvido... Porque eu tento acreditar em Deus, em cosmos, paraíso, pra que tudo possa ter sentido, sabe? Eu preciso... (E o sentido ainda me falta...) Porque eu te amo. Eu amo. Amo! E vou te amar pra sempre. Para sempre. Infinita e intensamente. Até o fim.
*
| Reações: |
Amo você... se você for exatamente o que eu preciso, ok?!
Nunca entendi esse tipo de amor que precisa que a pessoa seja EXATAMENTE do jeito que as nossas expectativas esperam. Nunca entendi e faço questão de continuar não entendendo.
Quem sou eu para julgar? Mas eu julgo. Eu julgo e vou continuar julgando os pais e mães que SUPOSTAMENTE amam muito seus filhos até que os descubram homossexuais, por exemplo.
QUE ESPÉCIE DE AMOR DEIXA DE EXISTIR PORQUE UM FILHO OU FILHA NÃO POSSUI A ORIENTAÇÃO SEXUAL QUE EU DESEJO?
Não sei se isso é resultado de um padrão cultural massacrante ou só é burrice mesmo. Ou falta de humanidade, vai saber... Eu não devia julgar, mas eu julgo. Amor de pai e mãe deveria ser inquebrantável, sabe? Acho que o mundo seria um lugar melhor se todo mundo tivesse em casa um amor que pudesse reconhecer assim...
[O mundo pode continuar sendo um lugar feio e repleto de preconceitos, mas o meu filho, esse eu sei, nunca vai sofrer nada disso dentro da sua casa... seja ele negro, seja ele hetero ou homossexual, seja ele de uma religião com a qual eu não concorde, seja ele ou ela como for... Ele nem nasceu, mas já é amado do que jeito que vier a ser. Do jeito que vier a ser. ... Amor pra mim é isso aí.]
Quem sou eu para julgar? Mas eu julgo. Eu julgo e vou continuar julgando os pais e mães que SUPOSTAMENTE amam muito seus filhos até que os descubram homossexuais, por exemplo.
QUE ESPÉCIE DE AMOR DEIXA DE EXISTIR PORQUE UM FILHO OU FILHA NÃO POSSUI A ORIENTAÇÃO SEXUAL QUE EU DESEJO?
Não sei se isso é resultado de um padrão cultural massacrante ou só é burrice mesmo. Ou falta de humanidade, vai saber... Eu não devia julgar, mas eu julgo. Amor de pai e mãe deveria ser inquebrantável, sabe? Acho que o mundo seria um lugar melhor se todo mundo tivesse em casa um amor que pudesse reconhecer assim...
[O mundo pode continuar sendo um lugar feio e repleto de preconceitos, mas o meu filho, esse eu sei, nunca vai sofrer nada disso dentro da sua casa... seja ele negro, seja ele hetero ou homossexual, seja ele de uma religião com a qual eu não concorde, seja ele ou ela como for... Ele nem nasceu, mas já é amado do que jeito que vier a ser. Do jeito que vier a ser. ... Amor pra mim é isso aí.]
(Pelos melhores pais que o Planeta poderia ter me dado, obrigado. Paz e saúde a todos aqueles que, infelizmente, não tiveram a mesma sorte eu...)
| Reações: |
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Determinação ou birra?
Ouvindo Ghost in a Machine.
Ando sem tempo. Bem insatisfeito com umas coisas, bem motivado pra outras. Sem muitos detalhes. O fato é que, seja na vida profissional ou na afetiva, se você está insatisfeito com o lugar onde está, deve mudar de lugar. Não é assim? É.
É preciso treinar o olho pra reconhecer quando uma situação chegou a um ponto em que... a gente se afoga naquela sensação que já deu.
Boa parte da nossa vida amorosa, profissional, afetiva se resolveria se a gente parasse de se comportar como criança que faz birra pra conseguir brinquedos da mãe. Eu quero, quero, quero... sem nem respostas para oferecer aos motivos se uma vez indagados por quê.
Nem sempre insistir é a saída mais inteligente. Aliás, às vezes, não constitui nem saída.
Algumas coisas são exatamente da forma que são. Se embrenhar em brigas, e lutas, e disputas sem sentido, muitas vezes, rouba é energia, rouba é tempo, rouba é vida, em vez de trazer pra mais perto aquilo que faça bem de algum modo... Acho que insistir em alguma coisa por puro capricho é o pior tipo de cegueira que pode existir... a menos que se tenha alguma idade inferior a dez anos.
Bye, bye, adios, so long, arriverderci. Não existe mais lugar para qualquer tipo de birra na minha vida. Um dia de cada vez. Um passo depois do outro. Com fé e perseverança, a gente vai mudando de rumo, vai construindo e reconstruindo caminhos... Porque se o caminho que eu escolhi não me fizer feliz, qual seria o sentido de continuar a trilhá-lo? Infeliz? Pra "vencer"?
Que o universo nos abençoe e nos dê força para recomeçar sempre que necessário... por nós.
Ando sem tempo. Bem insatisfeito com umas coisas, bem motivado pra outras. Sem muitos detalhes. O fato é que, seja na vida profissional ou na afetiva, se você está insatisfeito com o lugar onde está, deve mudar de lugar. Não é assim? É.
É preciso treinar o olho pra reconhecer quando uma situação chegou a um ponto em que... a gente se afoga naquela sensação que já deu.
Boa parte da nossa vida amorosa, profissional, afetiva se resolveria se a gente parasse de se comportar como criança que faz birra pra conseguir brinquedos da mãe. Eu quero, quero, quero... sem nem respostas para oferecer aos motivos se uma vez indagados por quê.
Nem sempre insistir é a saída mais inteligente. Aliás, às vezes, não constitui nem saída.
Algumas coisas são exatamente da forma que são. Se embrenhar em brigas, e lutas, e disputas sem sentido, muitas vezes, rouba é energia, rouba é tempo, rouba é vida, em vez de trazer pra mais perto aquilo que faça bem de algum modo... Acho que insistir em alguma coisa por puro capricho é o pior tipo de cegueira que pode existir... a menos que se tenha alguma idade inferior a dez anos.
Bye, bye, adios, so long, arriverderci. Não existe mais lugar para qualquer tipo de birra na minha vida. Um dia de cada vez. Um passo depois do outro. Com fé e perseverança, a gente vai mudando de rumo, vai construindo e reconstruindo caminhos... Porque se o caminho que eu escolhi não me fizer feliz, qual seria o sentido de continuar a trilhá-lo? Infeliz? Pra "vencer"?
Que o universo nos abençoe e nos dê força para recomeçar sempre que necessário... por nós.
| Reações: |
Assinar:
Postagens (Atom)



